1 de março de 2018

Imagens sonoras: das obras contemporâneas que me arrebatam



Este post é sobre clips musicais. é sobre minha impressões acerca deles. é sobre meu contato com alguns dos tais.


Amor marginal, de Johnny Hooker


Cada instante desta obra me absorve em seu discurso (verbal e visual), me leva de mim e me enche os olhos. Todo segundo que nele tem é uma infinidade de poesia. Eu sinto o intenso do sentimentalismo presente no vídeo, e eu sinto a liberdade que foi proporcionada pelo sentir... "realidades nascem sorrateiras. o que você sonha em fugir?". É inegável a potência do Johnny Hooker em nos invadir.


O velho e o mar, de Rubel


Vontade. Vontade de vida e vida exercida em vontade e à vontade. Me agrada a sutilidade do Rubel e este clip aspira em mim o que que eu da vida... vida leve, bem vivida e partilhada. é doce e é calmo. um pedaço de mundo.


De passagem, de Cícero


Harmonioso. Sinto que já se tornou repetitivo tudo o que venho falando acerca do Cícero e suas composições, no entanto é imprescindível pontuá-lo.


Gasolina, de Teto preto


Das coisas desse mundo que me fazem crer em qualquer enigma do além-mundo, certamente este é o objeto mais expressivo. A linguagem corporal deste moço supera o concreto: é divino. A música para mim, é também uma espécie de fala divina. há ódio e há exaltação, é a grandeza de Deus dentro da pequenice humana. é o instinto, o ego e a herança.


No surprises, de Radiohead


água. este clip me tem sido como água, ou um banho quente. é uma das obras mais belas e estupendas que já vi. ele existe e parece que não.


Calor da rua, de Francisco, el hombre


Não sei dizer ao certo porque este clip me cativa tanto. Decerto por conta da forma orgânica com a qual a música flui (característico da banda) e também porque eu não o entendo... ainda que o assista pela enésima vez não saberia dizer o que se passa ou qual o discurso, mas gosto. me soa como a existência humana com todos os seus demônios.


Mulher do fim do mundo, de Elza Soares


Ah! Grande Elza! Neste clip há uma díade: a cantora, com sua inquestionável maestria no que diz respeito à música; e a presença de uma equipe seleta na produção (direção e afins).


River, de Bishop Briggs


Neste, a linguagem visual psicodélica é o que me cativa.


Artemísia, de Carne Doce


só ver. ser mulher, infelizmente, ainda é ser tolhida de escolha. e eu sinto que o resgate da ancestralidade é nosso ato mais revolucionário. esta música incita ainda mais o debate do aborto, e isso tem sido necessário, para que ouçam a nós, mulheres...


5 comentários:

  1. A riqueza de símbolos no clip do "Amor Marginal" é absurdamente maravilhosa! Também sou fã. Já assisti inúmeras vezes.
    GK

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    1. Sim, sim, sim!! Assisto sempre e sempre fico maravilhada!

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  2. Recomendo-te, caso não conheça, o clipe da canção "Amianto" da banda capixaba Supercombo.
    GK

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    1. O conheço já! O que mais me impressiona nele é a nova interpretação da subjetividade contida na canção que o clip proporciona.

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