27 de maio de 2016

Tudo por conta de um descuido. Maldito leite queimado.


Este sentimento foi tão repentino quanto o processo de cozimento do leite ao fogo. Um descuido meu e pronto!
Queimou.
Só então que percebo, mas já é tarde demais.
No primeiro momento as labaredas da boca do fogão se atiçam, queimando mais do que deviam. Depois se apagam. Ah, leite filho-da-mãe! Atiça e apaga, sem nenhuma piedapiedade (das consequências de tal ato), muito mais repentinamente do que o cozimento do leite. Ou seria "queimamento"? Um seguido do outro.
Para evitar maiores desastres, desligo a boca do fogão. Mas como desligar essa boca de fogão que há dentro de mim e que teu leite queimado apagou? Como fazer parar esse meu gás que sai desesperado por combustão?
Por mais que eu queira deixar como está, não posso. Se o gás continuar a ocupar o limitado espaço, mesclando-se ao oxigênio, ao primeiro contato com fogo irá explodir. E não deve ser muito animador explodir as cinzas de outras explosões.

Tudo por conta de tantos descuidos...

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