13 de novembro de 2015

No mito e na ciência, meu corpo é água


Às vezes eu realmente acredito ser uma sereia... Tanto por amar estar no mar quanto por ainda não ter encontrado um pedaço de terra que me conforte completamente.
E no mar eu esqueço que sou gente, esqueço que possuo a mesquinhez humana, ou que possuo alguma natureza, esqueço tudo aquilo que compõe o que sou, e naquele estado de ataraxia me sinto ser, me sinto parte do mar, me sinto água, me sinto completa... me sinto.  

E quando piso em terra torno-me mais humana, mas a tranquilidade fugaz das ondas não me permite esquecer o mar adverso que há dentro de mim.


2 comentários:

  1. Lindas palavras, Dona Sereia! Sim, sereia; não é porque na terra ganha pernas que deixa de ser sereia.

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    1. Awn Lari, me sinto muito (muito muito muito muito muito) lisonjeada com este adjetivo!
      Estou muito contente com a sua visita aqui, Dona Borboleta.

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