26 de setembro de 2014

O tempo passa e os poetas morrem



Me levanto com pesar, o pouco tempo em que dormi não foi suficiente para descansar o corpo, no entanto o cansaço maior é da mente... Viver se tornou uma obrigação, mas me sinto tão sem vida. A monotonia dos dias me tirou toda a vivacidade. Observo o céu como faço de costume, mas este não está com a sua face de sempre, e nem o vento está calmo. A cidade está inquieta. As nuvens cobrem onde o sol se põe e já não consigo dizer sua localização exata. Não é uma imagem tão ruim e, também não é bonita. A pouca claridade ilumina tudo de um jeito mórbido, através do vidro da janela parece uma fotografia muito antiga, em seu efeito sépia. É o céu de uns 77 anos atrás, talvez, o mesmo céu do dia em que nasceu um poeta, e agora, o mesmo céu do dia de sua morte. Outra história chega ao seu ponto final e parte para a eternidade, que dizem só existir fora desta dimensão. Me dói pensar que a monotonia continua.


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Bem... a morte de um poeta é sempre a mais triste... E aqui em minha cidade morreu um grande! Um senhor bastante admirado.

2 comentários:

  1. A morte em si é algo triste, ao mesmo tempo que é a única certeza que temos na vida. Quando penso sobre a morte turbilhoes de coisas acontece, perco o foco e também o tempo. É confuso, pois eu amo viver mas também amo o fato da vida não ser eterna, bom, isso para mim... pois aqueles que eu amo deveriam viver para sempre, ou ficar mais do que deveriam, sei lá. A morte é traiçoeira sim, mas para aqueles que continuam aqui, vivos.

    Os poetas, esses sim nunca morrem por completo <3

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    Respostas
    1. Ok, obrigada por me humilhar, tenha um bom dia!

      Sério véi, meu texto chegou virar cocô frente ao teu comentário... Ah, mas é verdade, os poeta nunca morrem por completo...

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