30 de setembro de 2014

A anti social dessa rede social


E tem dias,  bem raros, em que o Facebook é um passa-tempo legal. Nos dias em que eu já li todas as postagens recentes dos meus blogs favoritos, nos dias em que o tumblr não está lá muito tumblr e que qualquer outra rede social está cansativa. São nesses dias, em que eu não tenho nada de melhor pra fazer, que o Facebook me trás um pouco mais de vivacidade e me tira do tédio. Nesses dias navego a página inicial com interesse em querer saber o que se passa na vida das pessoas, o bom humor até me permite ativar o bate-papo que chega a estar petrificado de tanto tempo inativo, visito as páginas cultas e até compartilho algo de meu interesse. Restabeleço contato com pessoas que há muito tempo eu não via, nem falava, e até tento uma conversa produtiva com pessoas inconvenientes. Aproveito também para retribuir as bajulações das tias que moram distantes, que sempre comentam e curtem tudo que eu posto, e  visito os perfis daqueles gatinhos pelos quais tenho uma quedinha, mas nunca tive coragem de adicionar ou, se eu já tiver como amigo, de iniciar uma conversa. Em dias assim, a hipocrisia das vadias se tornam mais toleráveis, servindo como objeto de reflexão sobre que tipo de felicidade a hipocrisia trás.
Só que não demora muito e eu já me encontro frustada. E volta a matutar aquele antigo pensamento: estou cansada dessa sociedade movida a status! Assim como volta também a velha antipatia pelo Facebook. Então o bate-papo fica inativo, para que eu possa conversar somente com os mais próximos, aqueles que sabem que não gosto de ser perturbada por ninguém mais do que eles próprios. E volto a acessar o Facebook no máximo 10 minutos por dia, 3 dias na semana. Se é pra curtir, comentar ou compartilhar algo de meu interesse, faço tudo offiline, voltando a ser a anti social dessa rede social.
É status demais pra pouca gente!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pesquisar este blog