4 de julho de 2014

Verbalizando...



Às vezes é preciso transformar alguns pensamentos em textos. Aliviar-se, diminuir o peso da alma. Alma esta que é como um cartão de memória. Quantos GB's teria? De tudo, o pior é não poder descarregar esta memória, não poder excluir os arquivos indesejados. Mas olhando por outros ângulos, é aí que está a essência. Somos condenados à prisão perpétua de nossas memórias, no entanto não são as lembranças que fazem o que nos tornamos, são o que fazemos questão de lembrar e de aplicar em nosso atuar.
Verbalizações libertam e aprisionam, pois o artista que se expressa se sente livre como nunca esteve, sensação viciante. Todo vício aprisiona.
Quantos foram os que perceberam que toda obra artística é um grito? Grito de socorro, grito de alívio, grito de susto, grito de satisfação. São gritos. E na maioria das vezes esses gritos revelam os segredos mais íntimos, segredos que o artista não tem coragem de adimitir a si mesmo.
Verbalizações vão muito além de expressões, são formas de nos fazermos eternos, é assim que o homem vem ultrapassando os séculos, passando seus legados. Até mais que isso. Na arte, toda obra vem impregnada por algum sentimento, sentimento esse que morre junto ao autor, mas também renasce naquele que souber interpretar a obra.

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