27 de março de 2014

Aliás, o fim nunca existirá


Por favor, vamos virar este jogo!
Minha vez de brincar de conquistar, mas vamos acrescentar uma pitada de indiferença. Não tenho culpa isto é decorrente do meu orgulho.
Vamos aproveitar para atuar. Eu finjo que não estou te provocando e você finge que não tá sendo provocado. Quero queimar cada pedacinho do seu corpo e jogar água no incêndio. Como também quero me queimar, quero ser carbonizada.
Não tenha calma.
Pode assassinar meu corpo, desde que reste minha alma para se vingar. Não pelo ódio e sim pela vontade. Quem sabe a sede de vingança seja maior que essa obsessão.
Vou ser cautelosa.
Não quero te conquistar de vez. E não quero matá-lo de repente. Prometo ser cruel, o torturando gradativamente, mas nunca o levando ao fim.
Aliás, o fim nunca existirá.
Faço questão que tudo volte ao início. Olhar nos teus olhos faz com que eu me perca, me confunda. O som da tua voz me estremece.
E eu, desesperadamente, busco manter o controle.
O orgulho sobressalta-me ao descobrir teus olhos em mim. A caça é atraente para o caçador. Percebi seu olhar de esguelha, e sua expressão desentendida me contentou. É quase impossível de controlar. Isto me desestabiliza.
Então, voltando ao início...
Por favor, vamos virar este jogo!

2 comentários:

Pesquisar este blog