28 de junho de 2013

Peça Teatral - Química (Trabalho de escola)


Já postei uma peça teatral uma vez aqui e como sempre tem peças teatrais para apresentar na escola, eu tive que me virar pra criar uma. Criei e já apresentei, e agora postarei aqui, quem sabe essa peça ajuda vocês?

Peça teatral  - Química
Químicos vs. Alquimistas

Apresentação: Essa é uma peça que explica o conceito de alquimia. Nela, químicos de tempos diferentes se encontram em um tempo só e há uma certa discussão sobre a química e a alquimia, onde alguns químicos (chamados de alquimistas) defendem a alquimia, e outros, dizem que a alquimia nunca foi e nunca será ciência e que a química é uma ciência independente. O protagonista (Lavoisier) é cercado por várias dúvidas e mesmo ouvindo todas as respostas claras, se recusa a aceitar, ao fim da peça ele chega a uma conclusão.


Narrador: Desde a antiguidade, já existia química. Os egípcios, há cerca de 1.500 a.C., utilizavam procedimentos em que estavam envolvidas transformações químicas. Eles fabricavam objetos cerâmicos, produziam bebidas alcoólicas, produziam alguns tipos de metais, etc.
 Em 478 a.C. deu início a primeira teoria atômica, a partir daí, essa teoria evoluiu bastante, mas entre os gregos, acabaram predominando as ideias de Aristóteles, que dizia que tudo era constituído por quatro “elementos” básicos: fogo, terra, ar e água.
Após Aristóteles, a Grécia passou por um agitado período político e a cidade egípcia de Alexandria assumiu a liderança científica da época. E foi aí, pode-se dizer, que nasceu a Alquimia.
Cena:
 Narrador: Em um laboratório de pesquisas alquimistas, um alquimista faz suas pesquisas. E o dois  químicos, Lavoisier e Boyle, entram.
Nícolas: Olá meu caro, posso ajudá-lo?
Lavoisier: Não, não... Só estou refletindo sobre a vida.
Narrador: Após alguns segundos.
Lavoisier: Não quero parecer curioso, mas, o que está fazendo?
Nícolas: Ah! Estou fazendo pesquisas sobre a alquimia.
Narrador: Lavoisier e Boyle começam a rir alto.
Nícolas: Desculpe-me senhores, mas do que estão rindo?
Lavoisier: (ainda rindo um pouco) Estou rindo da alquimia, e dos otários que acreditam nela.
Nícolas: Como ousa? Você pelo menos sabe o que é alquimia¿
Lavoisier: É claro que sei! Sou um químico experiente, e para entender melhor a química, tive que aturar os absurdos da alquimia.
Nícolas: Como um “químico experiente” você devia saber que a química surgiu a partir da alquimia.
Lavoisier: E sei... Sei que tudo é uma mentira!
Narrador: Nícolas tenta revidar mas é interrompido pelo próprio Boyle.
Lavoisier: Veja só: a alquimia é uma mistura de ciência, arte e magia, que se preocupa com a busca da “pedra filosofal”. Esta, por sua vez, tem o poder do “elixir de longa vida”, que garante a imortalidade e a cura de doenças do corpo; e o poder de “transmutação”, que é um método de transformar metais comuns em ouro. E como a química, uma ciência natural tão realista, pode ter surgido da alquimia?
Narrador: Antes que Nícolas pudesse responder seus amigos, Demetrio, Andreas e Avogadro, entram na sala.
Demetrio: Ora Nícolas! O que está acontecendo aqui?
Nícolas: Este cidadão, que se diz um “químico experiente”, está insultando a própria ciência.
Lavoisier: Não é bem assim, meu caro! Cá entre nós, a alquimia não merece ser chamada de ciência.
Avogadro: E por que não?
Boyle: Por que ela estuda ficções, coisas irreais, como a pedra filosofal.
Demetrio: Isto foi no início. A alquimia, como todas as outras ciências, evoluiu, e passou a “investigar” fatos reais. Se tornando assim, a química.
Lavoisier: Ainda me recuso a acreditar que a química tenha surgido da Alquimia.
Andreas: Concordo com você. Ainda não entendo como a química pode ter surgido da alquimia.
Avogadro: Olhem! A alquimia quando estava em transição, ou seja, quando estava se tornando química, fez algumas descobertas importantes e ajudou no desenvolvimento de alguns países.
Narrador: Andreas começa a rir alto.
Andreas: E uma dessas descobertas foi a pedra filosofal?
Demetrio: Como eu já disse, a alquimia evoluiu, deixando para trás toda a ficção. E uma das descobertas que a alquimia fez, foi a pólvora, descoberta por alquimistas chineses.
Avogadro: Com a descoberta da pólvora, os chineses inventaram os fogos de artifício e foram os primeiros a usarem a pólvora em combate no século X (10).
Boyle: E em quê ajudou a desenvolver?
Nícolas: EM QUÊ?!? Ora meu caro, a pólvora foi um grande passo para a humanidade, foi como redescobrir o fogo.
Demetrio: Sem falar que, esqueceram-se das espadas e dos arco-e-flechas, e passaram a utilizar armas de fogo.
Boyle: Apenas isso não faz da alquimia importante.
Demetrio: Tem razão, a alquimia fez muito mais para ser considerada importante.
Lavoisier: Não considero a alquimia importante!
Nícolas: Desisto! Você é mesmo cabeça dura Boyle!
Avogadro: Desistimos!
Narrador: Os alquimistas irritados, saem de cena (Nícolas, Avogadro e Demetrio). E Emilly e Minerva entram.
Emilly: Meu Deus! O que estava acontecendo aqui?
Boyle: Uma pequena discussão sobre duas ciências.
Lavoisier: Corrigindo, uma ciência e uma fraude.
Minerva: Mas porque eles saíram tão irritados?
Boyle: Simplesmente porque a alquimia não pode ser considerada ciência.
Minerva: E por que a alquimia não pode ser considerada ciência?
Boyle: Ora porque. Porque... Porque não! É claro.
Minerva: Chega disto! Temos que ir.
Emilly: Vamos Antoine.
Narrador: As mulheres confusas, saem da sala e, levam consigo Boyle.
Andreas e Lavoisier sentam-se ao lado de Bombastus e Rutherford.
Bombastus: O que vocês têm, amigos?
Lavoisier: Dúvidas!
Bombastus: E quais são suas dúvidas?
Lavoisier: Não conseguimos entender por que os outros químicos acham a alquimia importante.
Bombastus: Simplesmente porque ela é a mãe da química.
Lavoisier: Mas ela estudava mitos. “Acontecimentos” que nunca aconteceram.
Bombastus: Não é bem assim. Ela envolvia aplicação de métodos de produção e transformação de elementos, porém sem as técnicas cientificas de comprovação.
Andreas: Foi o que dissemos, ela estudava mitos.
Rutherford: Embora cercada de misticismo, a alquimia foi muito importante para o desenvolvimento das ciências, principalmente da química, pois favoreceu a descoberta de diversas substâncias e elementos.
Bombastus: Quando ela passou a dedicar seus estudos aos fatos reais, se tornou química.
Rutherford: A alquimia foi uma ciência que evoluiu...
Lavoisier: Ela não tem nada de ciência!
Rutherford: O próprio conceito já diz: “A alquimia é uma mistura de ciência, arte e magia”. Além disto, a alquimia é ancestral de muitas ciências são elas: Medicina, Astronomia, Física e, principalmente, Química.
Bombastus: Entenda Lavoisier, ela não foi uma fraude, foi um início.
Lavoisier: Início para o que?
Bombastus: Para as dúvidas.
Rutherford: E as dúvidas foram o início de todas as ciências.
Narrador: Bombastus e Rutherford se levantam e saem.
E a empregada, Alícia, entra.
Andreas: Talvez estejamos errados.
Lavoisier: É, talvez estejamos.
Narrador: Alícia serve o café para os químicos (Boyle e Andreas).
Lavoisier: Alícia, para você, o que é dúvida?
Alícia: O primeiro passo para encontrar as respostas.
Narrador: Alícia sai de cena.
Lavoisier: Pensando bem, a alquimia realmente foi importante. E apesar de não ter sido uma ciência, foi o início de muitas. Se preocupava em estudar o passado e acabou abrindo portas para o presente e futuro.
Boyle e Andreas saem de cena.
Narrador: A alquimia ajudou na metalurgia e influenciou no espiritualismo. Percebe-se que, não dá pra entender a história da química sem antes entender ela. Alguns consideram a alquimia uma única ciência, outros o passado da química. Ela foi importante no desenvolvimento do mundo, talvez ainda seja importante, atuando por meio de outras ciências.

Fim.


Roteiro escrito por: Katarine Norbertino

Atuações:

Narrador:
Alícia:
Anabeth:
Andreas:
Boyle:
Avogadro:
Bombastus:
Lavoisier:
Demetrio:
Emilly:
Minerva:
Nícolas:
Rutherford:

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